Vamos mostrar como o governo deixa os cidadãos vulneráveis

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Vamos mostrar como o governo deixa os cidadãos vulneráveis

Mensagem por Gr1mM0v3 em Ter 13 Mar - 19:39

Uma série de ataques promovidos por um grupo de hackers intitulado
Anonymous vem acontecendo em diversas partes do mundo. No Rio Grande do
Norte, "R0x and L0p3z" é a assinatura assumida pelos autores dos sites
invadidos, modificados ou simplesmente marcados, e que estão causando
uma onda de medo e preocupação entre os proprietários de sites e de
agências multimídia. A agência de comunicação digital Maxmeio é a
empresa de desenvolvimento de softwares com a maioria dos sites
atacados.


Na
manhã de ontem, quando o website da TV Ponta Negra foi atacado pelo
Anonymous, a reportagem do Diário de Natal entrou em contato - por meio
de e-mail conseguido no perfil da dupla no Twitter - com o hacker
chamado R0x e questionou os motivos dos ataques ao canal jornalístico.
Na resposta, o hacker prometeu que concederia entrevista e avisou que
aquela era apenas a primeira de uma série de intervenções que o grupo
iria fazer em diversos sites governamentais, todos regidos pela Maxmeio,
empresa que presta serviços para o Governo do Estado e prefeituras.

No
total, cerca de 10 websites já foram atacados com mensagens incisivas
contra as atuais gestões em alguns municípios e a do Estado, e protestam
contra supostos atos de corrupção. O último site hackeado até o final
da manhã de ontem foi o do deputado federal Fábio Faria, onde uma tela
preta apresentou a seguinte mensagem: "Não estamos aqui para amedrontar
ninguém. Apenas para provar que todos falhamos: até uma empresa que
recebe milhares de reais do governo para administrar sites. Abra os seus
olhos para a corrupção". O ataque serviu para comprovar,
definitivamente, a autoria das infiltrações.

Na lista de sites
hackeados aparecem as páginas da Câmara Municipal do Natal, Prefeitura
do Natal, TV Ponta Negra, vereador Júlio Protásio, Federação
Norte-rio-grandense de Futebol, Midway Mall, DayaBrasil e as prefeituras
de Guamaré e Pedro Avelino, que até o final da manhã de ontem ainda
apresentavam a assinatura dos hackers no canal.

Vulnerabilidade

Segundo
alegam os hackers, através dos e-mails trocados com a reportagem, as
empresas responsáveis pela administração desses sites seriam "altamente
inseguras" e, por forma de protesto e crítica, as suas páginas iniciais
foram alteradas. "Queremos alertar a população e mostrar aos políticos
que não esquecemos do que eles fizeram. Durante a semana, vamos mostrar
como o governo está deixando dados dos cidadãos vulneráveis".

"R0x
and L0p3z" dizem também que outros sites têm o seu "sistema de
alterações simples" vulneráveis, permitindo assim a postagem de notícias
e outras informações. A promessa é de que nas próximas semanas mais
sites serão atacados e terão alterações ainda maiores em sua estrutura.
"Por enquanto o que temos são apenas idéias, mas durante a semana que
está por vir estará tudo concretizado", informaram.

Na página do
Twitter, os hackers vêm ganhando espaço e cada vez mais adeptos à
pratica, considerada criminosa. Mensagens de apoio como "façam o pior
que puderem a esses governos corruptos" são retweetadas pelos anônimos,
que respondem em agradecimento às frases e ao reconhecimento gerado pelo
"trabalho" por eles operado.

Maxmeio

Para
o diretor geral da Maxmeio, Flávio Sales, esse tipo de ação é crime e
deverá ser punido por lei. Contatado, o diretor estava em reunião com o
conselho jurídico da OAB-RN, que também teve o seu site invadido pelos
hackers. "Estamos entrando com uma ação na Polícia Federal, que deverá
investigar quem são os autores dos crimes e que atitudes nós temos que
tomar diante desse problema. Por hora, não tenho nem ideia de quem sejam
os invasores".

De acordo com a delegada Carmen da Rocha, chefe
do grupo de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal, o ato é
crime e deve ser punido, após investigação da Polícia Civil, com prisão
preventiva e uma pena de um a quatro anos de cadeia, de acordo com a Lei
Complementar nº. 105/2001. Se forem identificados mais de quatro
pessoas no grupo de hackers, o artigo 288 do Código Penal prevê a pena
de um a três de prisão, e se somados a danos nas publicações feitas, o
artigo 163 condena o grupo de um a seis meses de prisão. "Se ferir a
honra, com injúria, calúnia e difamação, as coisas complicam ainda mais
para o lado dos criminosos".

O departamento jurídico da Maximeio
se pronunciou por meio de nota sobre os ataques aos sites locais. A
empresa respeita as intenções políticas, porém desaprova as invasões.
"Os ataques a sites locais supostamente atribuídos ao grupo Anonymous
são fruto de um trabalho ideológico que, muito embora respeitável em sua
intenção política, incorreu em lamentável equívoco de foco nos seus
objetivos", diz a nota.

Palestra

Quais as
leis que regem a segurança da informação e outros questionamentos serão
abordados pelo especialista Gilberto Martins de Almeida, que atua há
quase trinta anos em casos que envolvem crimes digitais, na palestra que
será promovida pela Secretaria de Informática da Assembléia
Legislativa, nesta terça-feira, às 15h, no plenarinho da Casa. O evento
terá a participação de profissionais de tecnologiada informação e da
área jurídica do próprio parlamento e de diversas instituições do RN,
como o Tribunal de Contas, Consultoria Geral, Procuradoria Geral,
Ministério Público, entre outras.
Creditos:Natal
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