Criador do primeiro vírus desafia Google com buscador 'sem spam'

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Criador do primeiro vírus desafia Google com buscador 'sem spam'

Mensagem por Mrck em Sex 20 Jul - 16:10



Rick Skrenta, de 45 anos, criou o primeiro vírus
de computador em 1982. (Foto: Divulgação)

O primeiro vírus a se espalhar por microcomputadores comemora 30 anos
em 2012. Criado por um estudante de 15 anos e batizado de "Elk Cloner", o
vírus infectava computadores Apple II e se espalhava por meio de
disquetes. O autor do código, o norte-americano Rich Skrenta, hoje com
45 anos, é executivo do portal de busca "Blekko", que promete uma
experiência melhor de pesquisas eliminando spam e outros resultados
indesejados.

Depois criar o "Cloner" e se graduar em Ciência da Computação, Skrenta
se envolveu em projetos relacionados a jogos eletrônicos e na segurança
de comunicações na internet como funcionário da Sun Microsystems.
Trabalhou para uma empresa da Netscape, que seria comprada pela AOL,
onde atuou no desenvolvimento de sites da companhia. O programador nunca
trabalhou na área de antivírus.

"Achei uma pena que os antivírus fossem necessários. Parece-me que um
sistema operacional bem desenvolvido deveria ser capaz de proteger o
computador desse tipo de coisa", afirmou Skrenta ao G1.'

O programador tem uma mentalidade semelhante sobre o campo de buscas no qual atua. Enquanto o Google
tenta criar algoritmos para detectar sites que forem maliciosos ou de
baixa relevância, o Blekko busca classificar manualmente o conteúdo da
internet.

"A web cresceu para incluir um monte de conteúdo ruim, não só malware e
vírus, mas sites que te enganam, vendem produtos ruins ou falsos, ou
dão informações falsas. No Blekko nós tentamos fazer uma lista com o
melhor conteúdo, categoria por categoria, e só pesquisar o que for de
qualidade", afirmou o executivo.

Em seu blog, (veja aqui)
Skrenta já opinou que o Pagerank – o nome dado ao algoritmo do Google
para decidir o que é mais relevante com base nos links que recebe –
teria estragado a web. "Links deviam servir para a navegação humana.
Hoje eles valem dinheiro e estão arruinados", diz o texto.

Ao G1, ele explicou que o modelo do Blekko é uma "evolução necessária".
"Sempre haverá mais coisas ruins sendo criadas, mas o conjunto das
coisas boas é mais estável". O Blekko, fundado em 2007, está entre os
mil sites com mais tráfego na internet, segundo a Alexa

Elk Cloner
O vírus Elk Cloner infectava o setor de boot de disquetes, um dos meios
que seriam mais populares entre os vírus nas décadas de 80 e início de
90, até que os vírus de macro – que infectavam documentos do Microsoft Office – se tornaram um problema maior. O programa foi desenvolvido como uma brincadeira.

"Fiz o Elk Cloner como uma brincadeira quando era garoto. Desenvolver
malware para ganhar dinheiro de forma criminosa me não parece a mesma
coisa. Existe uma diferença entre os estudantes do MIT (Massachussets
Institute of Technology) [faculdade norte-americana ligada à cultura
hacker] que aprendem a burlar fechaduras para entrar em lugares secretos
do campus, e bandidos que querem roubar bancos. Um deles está dominando
a tecnologia porque é interessante e eles são curiosos, enquanto o
outro tipo de atividade é negativa e danosa", afirmou.

Skrenta disse que nunca recebeu nenhum contato de programadores de
vírus. Como os sistemas e os disquetes nos quais o Elk Cloner se
espalhou não são mais usados, a praga não está mais em circulação. Mas
ainda existe pelo menos uma cópia do vírus.

"Ainda tenho o disquete de 5 e 1/4 polegadas que foi o primeiro do Elk Cloner, e o Apple II em que eu o programei", revela.
Fonte: G1
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